Home Fórum
ComunidadeaBíblia.Net
Bem-vindo(a), Visitante
É favor de se Autenticar ou Registar.    Perdeu a senha?
O Linux e a sua longa jornada até os desktops (1 a ver) (1) Visitante
Ir para o fundo Responder Preferido: 1
TÓPICO: O Linux e a sua longa jornada até os desktops
#1022
richex (Utilizador)
Participante 3.0
Mensagens: 498
graph
Utilizador desligado Clique para ver o perfil deste membro
Sexo: Masculino r10nascimento Epidemic Linux Localização: Goiânia-GO Data de nascimento: 1982-06-07
O Linux e a sua longa jornada até os desktops há 2 Anos, 1 Mês Carma: 7  
Ednei Pacheco
15/12/2009

Não é de hoje que escuto as previsões de supremacia do software livre em desktops, como também as mais absurdas teorias da conspiração. No entanto, parece que pouca coisa mudou em termos de adoção, visto que a base de usuários ainda se concentra na casa dos 1%. Será isso mesmo? Então, convido aos leitores a acompanharem o Tux e a sua longa jornada para os desktops...

1996/1997 - As interfaces gráficas amigáveis

Até meados de 1996, as interfaces gráficas disponíveis para os sistemas GNU/Linux eram simples e precárias em recursos e funcionalidades. O XFree86 - a antiga implementação livre do servidor gráfico X -, não dispunha dos recursos modernos até então. E eis que surgem o KDE (1996) e o GNOME (1997), os dois maiores ambientes gráficos para os sistemas Unix-like. WindowMaker, IceWM e AfterStep até que eram bonitinhos na época, mas não chegavam aos pés da grande dupla, assim que estiveram prontos! O Xfce ainda nem tinha nascido (2000)...



1999 - As distribuições friendly-users

Foi no ano de 1995, o nascimento da distribuição Red Hat, mas só apenas à partir de 1999 é que as distribuições Red-likes - como o Conectiva, Mandrake e SuSE - é que começaram a ganhar força entre os usuários desktops. A maturidade do novo kernel linux (série 2.4), a existência de bons utilitários de configuração e o surgimento das primeiras versões funcionais do KDE e GNOME foram os fatores preponderantes para a sua disseminação.






2001 - As aplicações poderosas

Embora contasse com bons ambientes gráficos, um sistema operacional não é nada, se não houverem bons aplicativos para ele, onde até então, o GIMP era considerado o maior e mais popular aplicativo livre na época. Eis que surgem no horizonte, iniciativas interessantes: a Sun Microsystem libera o código-fonte da suíte de escritórios StarOffice. O novo projeto livre, então batizado de OpenOffice.org, nasce com o objetivo de ser a melhor suíte de escritório livre. E conseguiu! Aliás, o que seria de um desktop sem uma suíte de escritório?



2004 - A ascensão do Firefox

Há tempos, a Fundação Mozilla vinha trabalhando em uma versão light de um navegador WEB baseado na engine Gecko, a mesma utilizada em sua suíte de aplicativos WEB Mozilla. Mas foi em 2004, com o lançamento da versão 1.0 que o Firefox se tornou a estrela da Internet. Simples, prático, belo, seguro, eficiente e customizável, o Firefox mostrou ao mundo que o software livre não é apenas uma meia dúzia de programinhas “meia-boca” feito por nerds e que pode perfeitamente fazer parte de seu desktop.



2005 - O suporte de integradores

O empreendedorismo da Dell em disponibilizar distribuições GNU/Linux pré-instaladas em sua linha de produtos, a iniciativa do Governo Federal em prover incentivo aos integradores através do programa PC Popular, entre outras garantias de suporte, começaram mostrar a força do Tux no mercado, mesmo sabendo que a proposta de adquirir produtos com uma distribuição bonita e plenamente funcional se transformou num pretexto para reduzir os preços praticados.



2006 – A popularidade do Ubuntu

Embora tenha sido lançado ainda no final de 2004, foi a partir de 2006 que o Ubuntu ganhou bastante popularidade. Construída sobre uma distribuição forte e estável chamada Debian, o seu foco está na facilidade de instalação e na ótima experiência em usabilidade, bem como o eficiente sistema de detecção de hardware. Nos anos seguintes, se tornou a distribuição número um para o uso em desktops, sendo comercializada por grandes fabricantes e montadores de hardware, com destaque para a Dell.



2007 - A "força" do Windows Vista

Após 6 anos depois do lançamento do Windows XP, é anunciado o seu substituto. Mas infelizmente, os seus mínimos requerimentos de hardware se mostraram inadequados para a grande maioria dos PCs desktops que se encontravam nos lares domésticos. Portanto, enquanto que alguns preferiram continuar com o seu sistema antiquado (mas leve e funcional), outros aproveitaram a oportunidade de experimentar alternativas com grandes distribuições GNU/Linux, com destaque para o Ubuntu.



2008 - A simplicidade dos netbooks

Quem poderia imaginar que uma classe de notebooks extremamente simples e baratos, com a capacidade de processamento limitada a de antigos processadores fabricados há 6 ou 7 anos, as dimensões minimalistas e a boa autonomia, voltado exclusivamente para a navegação WEB e editoração, se tornariam a sensação do momento? Eis, os netbooks! Lançados a partir de 2007, a sua tela LCD claustrofóbica de 7” adiou para o ano seguinte, a ascensão das distribuições voltadas para este equipamento, como o Ubuntu Netbook Remix. Infelizmente, a natural resistência dos usuários foi o fator preponderante para a adoção do Windows XP Home Edition por parte dos fabricantes como o sistema pré-instalado, mesmo sendo mais lento e menos customizável.



2009 - A computação em nuvens

A proposta da computação em nuvens – como todos já sabem – é a de prover a execução de aplicativos e a manutenção de dados “nas nuvens”, onde os servidores se tornam provedores de tais serviços. Em termos práticos, bastará tão somente um sistema operacional, uma conexão banda-larga e um navegador WEB, para usufruir todas estas maravilhas. Nestas condições, o sistema operacional passa a ser (até certo ponto) “irrelevante”. Então, porquê não optar por uma distribuição GNU/Linux, pois além de suas qualidades (gratuidade, rapidez, segurança, manutenção), não teremos mais aquelas clássicas “amarras” que nos obrigam a utilizar apenas um único sistema operacional?



2010 – O Google Chrome OS

Se já não bastasse a existência de várias boas distribuições aptas para serem rodadas em netbooks, eis que surge no horizonte, o Google Chrome OS. Embora o kernel deste sistema operacional seja baseado no Tux, ele “quebrará” o conceito tradicional de distribuição GNU/Linux, substituindo as inúmeras aplicações & bibliotecas ao disponibilizar uma estrutura de arquivos com pouquíssimas pendências. Ao manter o navegador WEB Chrome OS como o coração do sistema, sua usabilidade se concentrará nas aplicações disponíveis nas nuvens, para as quais o Google possui um interessante leque de serviços. Ainda assim, continuará sendo um sistema GNU/Linux, que por sua vez, compartilhará com as demais distribuições clássicas, todas as melhorias que serão implementadas, acelerando ainda mais a evolução de todo o ecossistema livre.



Então, quais seriam os futuros eventos a serem previstos à favor do Tux & Software Livre? A partir de agora, deixo por conta da imaginação de vocês! &;-D

Ricardo:
A contribuição é de Por Ednei Pacheco <ednei.pacheco [at] gmail.com>
http://by-darkstar.blogspot.com/


Fonte: Guia do hardware
http://www.guiadohardware.net/artigos/linux-jornada-desktops/
 
Alertar o moderador   Autenticado Autenticado  
 
Teólogo, Mestre em Ciências da Religião. Professor de Teologia e Filosofia, pastor da igreja Fonte da Vida em Goiânia-GO.

Utiliza Sistema Operacional Linux: Epidemic GNU-Linux e Debian GNU-Linux
  Para responder deve registar-se no Fórum.
Ir para o topo Responder
Criado em FireBoardobter as últimas mensagens no seu leitor RSS

Quem está online?

Nós temos 79 visitantes e 1 membro online

Login

Faça o Login e obtenha acesso ao nosso fórum e o envio de textos e notícias


Setup Corporal