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Irmão Vitelino I

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Não, não é o nome de algum ‘santo romano’, ex-mafioso‘recuperado’ ou renascido italiano que encontrei aí pelas andanças!

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Tias, de vez em quando, tem ‘idéias pedagógicas’ que deixariam Piaget boquiaberto...

Era meado da década de oitenta e Lídia, a ‘tia Lídia’ como a chamávamos, zelosa, entendeu que já estava passando da hora de imergir a Ana no mundo automobilístico.

- “Ana... Já está na hora de você pilotar!”, asseverou.  Era verão, e num final de tarde ensolarado na ‘pequena Londres’, lá se foram elas. 

Lídia cede o lugar de honra e dá início ao checklist - aquelas instruções básicas do tipo comissárias de bordo, antes da decolagem:

- “Aperte o cinto, ajuste o banco, arrume os espelhos...”. A cada instrução um salto sistólico... “Agora ligue o carro, não se esqueça de dar seta...”.

Ufa!Parecia que o avião (ops, o carro) não seria nunca liberado para ‘decolagem’!

Engatou ‘uma primeira’ e lá se foram elas no inesquecível batismo automobilístico que, não raro, foi num fusca, e cinza.

Acendeu a seta, tomou a marginal da Dez de Dezembro e Ana, concentrada nas instruções, pisou fundo... rom...room...rooom...

Após alguns instantes de silêncio, Lídia, incomodada com o ensurdecedor barulho do possante motor 1300, assevera:

- “Ana... Ana... Ô Ana!”.

- “O quê... o que é tia?”...

- “Ana... Ô Ana, você não tá ouvindo?”.

- “Ouvindo o que tia?”...

- “O carro, Ana, o motor... o motor tá falando seu nome”...

- “Ah, o quê... Como?...”.

- “Tá falando... tá pedindo, pelo amor de Deus que você troque de marcha, se não ele explode ‘de alegria’”!

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“Bem”, diria você, “o que tem isso haver com o tal Irmão Vitelino”?

Sem paródias culinárias, recomendo: “Reserve”, pois logo você entenderá e poderá ’degustar’ o “Pão”. Falando em culinária, lá vamos nós para o mundo da gastronomia!

Vitelo é, geralmente, bezerro macho, oriundo de pecuária leiteira (de baixo valor comercial), também chamado de baby-beef que por interesses econômicos da ‘alta gastronomia’ é ‘preparado’, desde o nascimento, para fornecer carne (a sua carne) branca ou rosada para ‘restaurantes de finos’. Para tanto é privado de seu desenvolvimento natural: alimentar (leite, pasto, luz do sol... e ferro), social (mãe e outros animais), ‘físico-corporal’ (criado isolado em apertadas baias, para não se exercitar e ‘ganhar músculos’)... Alimentados exclusivamente com uma dieta líquida, quase sem ferro e altamente calórica. A anemia é tal que come a própria baia, se for feita de material que contenha ferro.

Resultado: ANÊMICOS e GORDOS.  Enfim, um crime ‘ecológico’!

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Crime semelhante tem sido cometido diariamente na religião, com prejuízo eterno e irreparável para ‘pecuaristas e rebanho’!

O Povo de Deus, renascido “juntamente com Cristo” em seu sacrifício e ressurreição, é figuradamente chamado de “rebanho de Deus” e é cuidado, por vocação celestial, por pastores...

Que Deus tem um povo escolhido, que ele próprio chama de seu rebanho, nenhum leitor bíblico decente negará. Que pelo Seu Espírito, chamou e habilita homens para ‘pastorear’ o Seu rebanho (Ef 4:11,12), isto também é incontestável.O Problema reside no fato de que o ‘rebanho de Cristo’ tem sido privado do natural “crescimento que procede de Deus” (Cl 2:19).

O motivo não é outro senão, “a raiz de todos os males”, o adâmico e eterno “amor ao dinheiro” (I Tm 6:10). É a ‘ganância’ do ‘pecuarista profissional da religião’ que, desinteressado na saúde espiritual do rebanho, atenta para o ‘volume’ e para o status de dominar sobre muitos ‘lustrosos e anêmicos’ irmãos!

A cena é trágica – ovelhas, algumas já velhas, acima do peso e ainda assim desnutridas - Anêmicas e diabéticas ovelhas!”

A cada domingo, inúmeros filhos de Deus se assentam nos bancos das igrejas evangélicas, cada um deles com as suas ‘dederas’... Uns com ‘chuquinhas’ e outros com enormes mamadeiras (tipo pet de 2 litros) cheias de leite... Muitas vezes instigados, no ego, a competirem com os ‘mais novos’, se gloriando no ‘volume’ que conseguem beber... ‘Olimpiego’ religioso com destaque especial para recentes records e “feitos do braço”...

Tempos atrás assisti uma deprimente reportagem (*) sobre Maria Audenete, a ‘mulher bebê’ que tinha 29 anos. Portadora de hipotireoidismo congênito, Problema que facilmente teria sido corrigido se na primeira infância (o tempo adequado) houvesse diagnóstico correto e adequado tratamento - “Ela envelhece em um corpo de bebê. Tem altura, peso e sentimentos de uma criança de oito meses. Vive em um mundo que é só seu”. A enfermidade, o diagnóstico e a tardia intervenção medicamentosa lhe trouxeram danos irreparáveis. Começado o tratamento mais de duas décadas após o tempo recomendável, e ela não terá mais sua ‘vida normal’ - seu desenvolvimento bio-psico-social está irremediavelmente comprometido!

Imagina você alimentado só com leite ‘ninho’ desde a infância até hoje! Quantas doenças você não teria contraído até o dia de hoje, se ainda estivesse vivo! Quantas limitações físicas? Musculares? Mentais?... Se assim fosse, como no exemplo acima, você seria um ‘eterno anão’!

E porque achamos normal que os renascidos devam se alimentar só de leite? E o que fazer como Projeto Divino do ‘Desenvolvimento’? Projeto descrito como:

- “o aperfeiçoamento dos santos... 

- a edificação do corpo de Cristo... 

- à unidade da fé... 

- o conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, 

- na medida da estatura completa de Cristo,

Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente... CRESÇAMOS (você, eu, outros = nós) em tudo, naquele que é o cabeça, CRISTO...”.(Ef 4:12-15).

Desenvolvimento não só ‘dos especiais’, mas de “TODOS”, não em algo, ‘algumas doutrinas’, mas “EM TUDO”!

Conhecemos bem a estrutura e as estratégias deste ‘jogo mamônico’, que chega as raias de ‘vender os santos a descoberto’, de modo que quanto mais carentes, fracos e dependentes forem, maior lucro darão!

O “Rebanho de Deus” tem genética gloriosa e incomparável (“Natureza Divina” – ‘POE’), bons aprumos (“é justo”) chanfro curto e largo (“fome e sede de justiça”)... e mesmo assim apresenta ‘ponderal espiritual’ baixo (se não zero), por conta da alimentação inadequada.

Esse velho filme tem se repetido continuamente. Lembra-se da carta de Gálatas? “O gálatas insensatos, QUEM vos fascinou?”... “Corríeis bem!”... Este ‘fascínio’ gerado pela improdutiva e insalubre identificação ecóica com ‘alguém' levou-os a ter “começado no espírito’ e estar “agora se aperfeiçoando na carne” (Gl 3:1,3 e 5:7). 

Sob o olhar do apressado e ‘mercadológico mundo religioso’, extasiado com o volume e o peso, dirá o pastor que o rebanho está ‘vendendo saúde’... Como diz certo ‘auto esforçado ministro’: “Está caminhando!”. Mas se solto no prático pasto da vida, não aprendeu a pastar e mal tem forças para caminhar...

Se fosse esta fosse uma ‘agro figura’, como me disse um amigo, seriam os “crentes bonsai”: ‘frondosas’ árvores de bandeja... Ter uma laranjeira em produção na estante da sala (algo que já teve seu ‘momento’ e glamour) é uma coisa; mas fomentar o desenvolvimento anão dos crentes é outra capitalmente diferente. Praticar a arte do bonsai por  hobby e/ou uma atividade lucrativa é até bucólico, mas limitar o natural crescimento dos filhos de Deus é certamente algo maligno.

O método é similar: podados continuamente pelas ‘hábeis’ e interesseiras mãos de líderes religiosos, tornam-se figuras quase que decorativas, exemplares raros e, as vezes, até caros. Obras de destaque no universo religioso, mas de nenhum real valor alimentício e ecológico:

– Você se balançou num bonsai?

– Já tirou uma ‘siesta’ numa rede sob a copa de um bonsai?

– Que benefício ecológico/climático nos pode produzir uma floresta de bonsai?

– Você já bebeu um copo de suco de laranja oriundo de uma laranjeira bonsai? 

Do diagnóstico exato depende todo o nosso progresso e futuro espiritual. Nesta triste história nós somos muito mais do que simples personagens ou observadores no ‘auditório eclesiástico’ –cada um de nós temos as nossas responsabilidades e oportunidades.

- A ovelha (verdadeiramente ovelha) tem pastor e Pastor. 

- O pastor (verdadeiro pastor) tem ovelhas e (sendo ovelha) tem Pastor também...

Isto é, para ambos: responsável oportunidade!



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