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Criação ou Evolução? Em quem devo acreditar?

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1. Introdução

A grande batalha entre ciência e religião, parece não ter fim. Não que religiosos sejam inimigos de cientistas, mas sim o ramo do saber em si. O conhecimento científico e o conhecimento teológico muitas vezes não concordam, ou pelo menos não parecem encontrar um padrão para harmonização da relação entre eles.

Por um lado o conhecimento científico, que parte da lógica, requer meios para comprovação de suas teorias. Para isto é necessário certo ceticismo e sempre duvidar, pois é a dúvida que move o desenvolvimento científico. Por outro lado o conhecimento teológico parte da certeza, ou seja, todo o conhecimento parte de uma revelação que é verdade absoluta, ou seja, o que foi revelado pela divindade ou pelo profeta é uma verdade incontestável; cabe então ao religiosos harmonizar o conhecimento científico ao que foi foi revelado pela divindade ou profeta.

Somente esta definição sobre o conhecimento científico e teológico, é o bastante para que saibamos com certeza o porquê da rivalidade entre a comunidade científica e a comunidade religiosa. Enquanto a comunidade científica é acusada de ser ateia e anti religiosa, a comunidade religiosa é acusada de ser dogmática, não conceder os devidos créditos, ou mesmo desmerecer às descobertas científicas.

Em nome destes preceitos, muitos debates acontecem entre eles, por exemplo, a bioética. Qual deve ser a postura da sociedade ante a biotecnologia? Será que a doação de órgãos, a seleção genética, a fecundação in vitro ou a clonagem, devem ser encaradas como a instrução bíblica de “sujeitar a terra”1 ou a tentativa de se tornar Deus. Ou será que a busca incansável pelo segreda da vida está no simples desejo de desprezar a religião, e então não haver mais a necessidade de se buscar ou venerar o criador.

Sobre o tema encontrar o segredo da vida, é indissociável o pensamento sobre a origem da vida, em todos os registros históricos, científicos ou mesmo religiosos é possível encontrar algum traço deste debate. A cosmogonia é um tema estudado e debatido há muitas gerações, mesmo antes dos grandes filósofos, antes mesmo da mitologia grega, já haviam teorias que tentavam lançar luz sobre o tema. Como a ciência nunca foi capaz de determinar qual a origem de tudo, a religião sempre foi detentora e defensora desta “verdade”. Até que em 1859 Charles Robert Darwin publicou seu mais importante e influente trabalho intitulado “Sobre a origem das espécies”. Em seu livro, Darwin sustenta a teoria de que a vida está em um constante processo evolutivo e que a evolução é a chave para tudo o que vemos e somos. A teoria da evolução alcançou rapidamente cenário mundial e foi aceita como verdade absoluta pela comunidade científica.

Este conceito dividiu o mundo em basicamente dois tipos de pensamentos, a saber, os evolucionistas e os criacionistas. Os evolucionistas acreditam que a vida teve origem espontânea e tudo o que existe faz parte de uma cadeia evolutiva, na qual (como seres humanos) estamos no topo desta cadeia, mas, assim como todos os seres, em constante processo evolutivo. Os criacionistas, por sua vez acreditam que existe um Criador de tudo, rejeitam portanto a ideia evolucionista, pois (conforme seu conceito) o Criador originou cada espécie conforme podemos contemplar nos dias de hoje.

O debate criação versus evolução já leva mais de 200 anos, portanto, não temos o objetivo de determinar definitivamente qual ponto de vista está correto, no entanto, será realizado uma análise dos principais pontos deste debate e avaliar qual parece ser o mais apropriado. O objetivo deste trabalho é identificar quais são os principais argumentos de ambos os lados e então determinar qual parece ser o mais confiável e menos contraditório.

2. O Mundo antes e após a reforma religiosa

A idade média é considerada por cristãos reformados como o período negro da igreja. A igreja católica exercia grande domínio sobre a religião e a política. O domínio não se limitava ao espaço religioso; podemos afirmar que através da religião, a igreja alcançava vários segmentos da sociedade, por exemplo, ela consagrava os reis e na cerimônia de consagração era exigido que o novo rei jurasse lealdade a igreja católica e ao pontífice.

Como o objetivo de se manter no poder, a interpretação da bíblia era proibida, senão pelo próprio pontífice. Toda e qualquer descoberta científica deveria antes ser avaliada pelo clero e então poderia ser publicada. Caso a experiência não estivesse de acordo com os padrões ditados pela igreja, o cientista deveria rever seus estudos ou até mesmo eliminar sua frente de pesquisa. Caso contrário poderia ser queimado na fogueira como herege.

A reforma religiosa do Séc. XVI trouxe mudanças muito além do âmbito da religião. As ideias revolucionárias de homens como John Huss, Martinho Lutero e João Calvino, alcançaram lugares onde nenhum deles poderia imaginar. A libertação dos dogmas da igreja católica, foram muito além do religioso e abriu portas para o desenvolvimento das artes, da filosofia e da ciência. Livres da opressão e repressão católica a comunidade científica se viu livre para exercer suas atividades científicas sem medo de serem queimados na fogueira.

A partir de então são abertas as portas para o desenvolvimento da filosofia, das artes e especialmente da ciência. É destacado o surgimento da teoria da evolução, pois, se admitida a possibilidade do surgimento da vida de modo espontâneo, e da formação dos seres através da evolução, os princípios bíblicos da criação devem ser ignorados e considerados apenas como um conto religioso sem o menos amparo científico.

Salientamos então a importância da reforma protestante não só do ponto de vista religioso, mas também pelo caráter libertário da reforma protestante em todos os âmbitos sociais e científicos. Incluindo a liberdade de não se acreditar em religião alguma e\ou buscar explicação científica para todas as dúvidas e curiosidades. Somente a pós a reforma foi possível debater vários assuntos científicos e entre eles a teoria da evolução.

3. Evolução ou Criação?

3.1 A evolução como origem da vida

Mutação, é a chave para nossa evolução. Ela nos permitiu evoluir de um organismo de uma única célula até a espécie dominante do planeta. Este processo é lento e normalmente leva milhares e milhares de anos, mas a cada centena de milênios a evolução dá um salto a frente”.

Esta é a citação de abertura do primeiro longa-metragem da séria X-men2, mesmo em poucas palavras, esta frase esclarece muito bem os princípios da evolução. Por outro lado podemos identificar o quanto o conceito evolucionista está difundido em nossa sociedade, seja como for para uma obra cinematográfica foi uma boa ideia harmonizar a história do filme com uma teoria cosmogônica.

A teoria da evolução afirma que há bilhões de anos não havia nenhum tipo de vida; em certo momento da existência havia apenas uma matéria no vazio. Esta matéria é também chamada de caldo primordial (ou sopa primordial). Este caldo primordial entrou em colisão, esta colisão foi a base para o surgimento de tudo o que conhecemos e vemos hoje. Esta fenômeno é mais conhecido como big bang. A continuidade destas colisões formou os primeiros prótons e elétrons, e com o tempo surgiu os primeiros elementos simples. Como resultado desta atividade houve também o surgimento do sol e os demais planetas do sistema solar.

O ciclo evolucionário deu origem às bactérias e depois as algas marinhas. Com a expansão da vida os seres marinhos se formaram; mais tarde estes seres se tornaram anfíbios e depois répteis. A partir destes répteis foram formadas as mais variadas formas de vida terrestres. Como a evolução é um ciclo constante os primatas surgiram até que um dia um deles ficou de pé e surgiram os primeiros homens ou homo sapiens.

Desde sua concepção o evolucionismo sofreu muitas mudanças, no entanto, sua base doutrinária permanece a mesma, ou seja, toda a vida teve origem espontânea e a evolução é a chave para a existência e a variedade entre as espécies.

A teoria da evolução confronta diretamente com as primeiras palavras do livro de Gênesis, a saber, “no principio criou Deus o céu e a terra”3. Algumas teorias evolucionistas tentam harmonizar a criação com a evolução, mas é apenas um conceito filosófico, pois os princípios bíblicos não corroboram com a visão evolucionista.

Totalmente contrária a qualquer teoria evolucionária sobre a origem da vida, o pensamento criacionista admite somente a existência de um Deus soberano e criador de todas as coisas. Conforme o relato bíblico o céu, a terra e todos os seres vivos foram criados por Deus conforme sua vontade. Portanto nada é fruto do acaso, mas sim a vontade consciente e planejada deste Deus que um dia decidiu criar todas as coisas.

Como o conhecimento sobre a criação provem da bíblia, logo é considerado um conhecimento sagrado, indubitável; portanto acima de qualquer suspeita. Os criacionistas não dispõem de grandes argumentos em favor de sua teoria, até porque o conceito criacionista é simples, já que admite a existência a partir da vontade de um Deus sobreano e que detêm todo o poder. Em geral eles se apoiam no argumento da contemplação. A maioria dos religiosos exploram a ideia de que uma bela paisagem (por exemplo) não pode ser fruto do acaso; Em outros momentos, a perfeita harmonia entre os seres, ou a forma com que a cadeia alimentar mantem todo o ecossistema em equilíbrio são a prova da existência de um Deus criador. Vedando o argumento da contemplação, a apologia criacionista se concentra na refutação dos argumentos evolucionistas.

4. Os pioneiros Aristóteles, Lamarck e Darwin

4.1 Aristóteles

Aristóteles (384-322 a.C.) Filósofo grego. Aluno de Platão em Atenas. Em cerca de 335 a.C. fundou a Escola Peripatética, onde praticou diversas investigações científicas sobre música, física, metafísica, matemática e astronomia. Entre seus estudos está a teoria da Abiogênese, ou “Teoria da Geração Espontânea”. Conforme esta teoria, é possível surgir vida a partir da não vida, ou de matéria bruta. Aristóteles acreditava, por exemplo, que larvas de moscas que apareciam no lixo e pequenos organismos presente na lama teriam surgido a partir destes meios (a partir de matéria sem vida).

A teoria da abiogênese foi refutada pelo cientista Francesco Redi, que Durante o século XVII elaborou um experimento que abalou profundamente a teoria da geração espontânea. Colocou pedaços de carne no interior de frascos, deixando alguns abertos e fechando outros com uma tela. Observou que o material em decomposição atraía moscas, que entravam e saíam ativamente dos frascos abertos. Depois de algum tempo, notou o surgimento de inúmeros “vermes” deslocando-se sobre a carne e consumindo o alimento disponível. Nos frascos fechados, porém, onde as moscas não tinham acesso à carne em decomposição, esses “vermes” não apareciam. Através do experimento de Redi conclui-se que os “vermes” representam uma etapa do ciclo de vida de uma mosca, e que, portanto, originam-se de vida preexistente.

Aristóteles não pode ser citado como um precursor da teoria da evolução, contudo seus estudos já demonstravam a busca pela origem da vida. Lembro que a base da teoria da evolução é o surgimento da vida a partir da não vida, o que está perfeitamente de acordo com a teoria da abiogênese. Identifica-se portanto, que já na era dos grandes filósofos se buscava uma teoria não religiosa para o surgimento da vida.

4.2 Lamarck

Jean Baptiste Lamarck (1744 – 1829), foi o primeiro a tentar explicar as modificações nas espécies através da evolução. Ele defendeu que as transformações das espécies dependem de dois fatores fundamentais: o uso e desuso dos órgãos e a herança dos caracteres adquiridos.

Para explicar sua teoria, é citado o exemplo do pescoço da girafa, onde Lamarck afirma que o pescoço do animal seria resultado do uso constante, e do esforço de um ancestral da girafa de pescoço menor para alcançar as folhas das árvores. De acordo com a lei do uso e desuso, o pescoço cresceu em virtude do uso. Segundo esse cientista, estas características são passadas através das gerações que caracteriza a ideia da herança dos caracteres adquiridos.

Mesmo nos dias atuais a teoria do uso e desuso dos órgãos é bem aceita, o que explica pequenas variações entre organismos da mesma espécie ou mesmo de formas intermediárias de difícil classificação. Lamarck foi pioneiro na concepção evolucionista, sua tese permitiu que o conhecimento sobre a evolução se generalizasse.

4.3 Darwin

Robert Charles Darwin (1809-1882) – Indubitavelmente o maior nome do evolucionismo. Foi Charles Darwin quem revolucionou todo o pensamento sobre a evolução da vida e de nossas origens, provocando as mais amplas discussões que já houve a respeito de uma teoria. Darwin, defendia que o homem assim como outros seres vivos são produtos da evolução. Além disso, ele apresentou explicações sobre os acontecimentos através do mecanismo de seleção natural e começou a suspeitar que o mecanismo da evolução pudesse relacionar as espécies com o fenômeno da reprodução, explicando, assim, o surgimento das raças.

De acordo com a seleção natural, nem todos os organismos que nascem conseguem sobreviver. Pela seleção natural, as condições ambientais determinam quanto uma determinada característica ajuda na sobrevivência e na reprodução de um ser vivo. Aqueles com características mais eficientes para se adaptar a seu meio ambiente geram mais filhos e os outros podem morrer antes de se reproduzirem ou serem menos prolíficos. Os indivíduos maior oportunidade de sobrevivência são aqueles com características apropriadas para enfrentar as condições, por exemplo, um animal muito robusto pode demandar mais alimento e ter menos chances do que um outro que sobrevive com menos provisão de alimento, ou mesmo ante um animal mais rápido, logo caçador mais eficaz.

Portanto, as variações favoráveis tenderiam a ser preservadas; e as desfavoráveis, destruídas. Isto faz com que ao longo da existência apenas os seres melhores adaptados sobrevivam. Nestas condições é impreciso dizer melhor ou pior, os termos mais adequados são favoráveis e desfavoráveis. Foi o próprio Darwin que afirmou: “Através do lento e constante processo de evolução ao longo das gerações, as espécies podem ser diversificar, tornando-se mais adaptadas ao ambiente em que vivem”.

5. Variações no Criacionismo

Os criacionistas (que mitas vezes se intitulam criacionistas científicos) são os defensores atuais do argumento do desígnio. Embora concordem entre si em que o desígnio inteligente é necessário para explicar algumas características do mundo vivo, discordam em relação a vários detalhes. Alguns sustentam que a Terra é jovem (cerca de 10.000 anos de idade), enquanto outros admitem que é velha ― cerca de 4,5 bilhões de anos de idade, de acordo com a geologia atual.

Alguns criacionistas sustentam que cada espécie foi criada separadamente por um artífice inteligente, enquanto outros admitem que os biólogos estão certos quando afirmam, como fez Darwin, que toda a vida na Terra remonta a um antepassado comum.

Um outro ponto de discórdia diz respeito a quais as características dos organismos que exigem explicação por intermédio do desígnio inteligente. Alguns sustentam que toda a adaptação complexa, como as asas das aves, o sistema de regulação de temperatura dos mamíferos, ou mesmo os olhos exigem explicação em termos de desígnio inteligente. Outros discordam muito menos da ciência moderna; afirmam que apenas uma ou duas características das formas vivas exigem uma explicação por intermédio do desígnio inteligente. Estes criacionistas concordam com a biologia atual, exceto quando examinam a origem da vida ou a emergência da consciência.

Para tornar claro o que o criacionismo implica, considera-se três possíveis relações que se podem estabelecer entre Deus (D), os processos evolucionistas cegos (E), e as características observadas dos organismos (O):

  • (evolucionismo teísta) D → E → O

  • (evolucionismo ateu) E → O

  • (criacionismo) D→O

5.1 – Evolucionismo teísta

O evolucionismo teísta diz que Deus põe em movimento processos evolutivos; estes processos, uma vez em movimento, são suficientes para explicar as características que observamos dos organismos. Por exemplo, é bem aceito pelos evolucionismo teístas que os homens da antiguidade eram mais altos e peludos que nós, isto por causa da forma de vida primitiva e selvagem. Com a civilização e o modo moderno de vida, possuímos menos pelos e como não somos caçadores também somos de menor estatura. (Lembro que esta teoria lança mão da lei do uso e desuso dos órgãos.)

Esta modalidade teórica é bem aceita entre os cientistas contemporâneos, certamente porque ela busca um meio termo entre os princípios religiosos e a teoria da evolução. Mesmo assim ela é vista com muitas reservas entre os criacionistas.

5.2 – Evolucionismo ateu

O evolucionismo ateu nega que exista um Deus, mas fora isso concorda com o evolucionismo teísta em que os processos evolucionistas são responsáveis pelo que vemos nos organismos. A explicação encontrada pelos evolucionistas para o fenômeno Deus, está relacionado com a necessidade da prova, e como Deus não pode ser visto ou provado, Ele é usado para explicar o que até então é inexplicável. Sendo então apenas um conceito criado pelo homem e que não deve ser levado em conta visto que não é cientificamente provado.

5.3 – Resumo sobre as teorias evolucionistas e criacionistas

Podemos concluir que evolucionismo não é totalmente ateu, é possível acreditar na teoria da evolução e ainda assim aceitar a existência de Deus com criador e responsável pela evolução das espécies. Existem variações no pensamento evolucionista que concorda com a existência de Deus, a saber os evolucionistas teístas; tais evolucionistas encontram em Deus a chave do processo evolutivo. Outra modalidade de evolucionismo está no evolucionismo ateu, que não admite nenhuma forma de divindade ou força inteligente criadora. Por sua vez os evolucionistas ateístas acreditam que os seres surgiram de um processo evolutivo sem nenhum tipo de influência externa.

O criacionismo defende que existe um criador e que ele é a causa da existência, e sem Ele, nada existiria. Os criacionistas em nada concordam com a teoria evolução, pois defendem a tese do criador haver criado todos os seres da forma em que se encontram hoje. Tendo ele planejado, criado, e colocado todos os seres no lugar onde foi planejado, e é da forma com o criador planejou que os seres vivem até hoje.

6. Alguns argumentos criacionistas

É verdade que a teoria evolucionista não é absolutamente certa, mas nada em ciência é absolutamente certo. Aquilo que legitimamente se procura em ciência são provas poderosas que mostrem que uma explicação é muito mais plausível do que as suas competidoras. Os biólogos consideram agora as hipóteses da evolução como quase tão certas quanto qualquer hipótese acerca do passado pré-histórico pode ser. Naturalmente, nenhum cientista estava presente há cerca de 4,5 bilhões de anos quando a vida na Terra começou. No entanto, é possível ter provas fortes sobre matérias que não podemos observar diretamente.

6.1 A segunda lei da termodinâmica

6.1.1 Argumento criacionista

Os criacionistas argumentam, em seu favor, sobre a segunda Lei da Termodinâmica. Eles alegam que esta lei torna impossível que a ordem surja da desordem por processos naturais. Os processos naturais sempre aumentar a desordem, e é sempre preciso uma força externa e inteligente para trazer ordem. Tais processos naturais como um automóvel que entra em processo de envelhecimento e apodrecimento, o que fará que se torne um monte de ferro empilhado. Outro exemplo usado, é uma explosão (de qualquer coisa) ou a queima de uma fogueira, tais fatores, em vias normais, jamais finalizarão em ordem, pelo contrário ao final, estarão em maior desordem do que iniciaram.

Os criacionistas argumentam que a lei diz que nenhum processo natural pode fazer com que uma pilha de lata dê origem a um carro que funcione. Aqui os criacionistas estão a argumentar que uma lei da física é inconsistente com a alegação de que a vida evoluiu da não-vida.

6.1.2 Resposta evolucionista

O que a Segunda Lei de fato diz é que um sistema fechado passará (com grande probabilidade) de estados de maior ordem para estados de menor ordem. Mas se o sistema não for fechado, a lei não diz nada sobre o que acontecerá. Assim, se a Terra fosse um sistema fechado, o nível global de desordem teria que aumentar. Mas é óbvio que a Terra não é um sistema fechado - está sempre a receber energia do Sol.

Se pensarmos no universo como um todo como um sistema fechado, então a termodinâmica diz-nos que a desordem global aumentará. Mas esta inclinação global não proíbe o surgimento e manutenção de bolsas de ordem. A Segunda Lei da Termodinâmica não fornece qualquer base para que se pense que a vida não pode ter evoluído da não-vida.

6.2 Mutação Genética

Gene é um setor da molécula de DNA e possui informações para as características dos organismos; sendo então a responsável pela transmissão e manifestação dos caracteres hereditários. Essas informações estão codificadas, sendo possível estabelecer a sequência das substâncias, o que poderá alterar também suas propriedades.

A mudança na sequência de base do DNA é chamada de mutação e pode ser suficiente para provocar uma nova característica no organismo. O material genético pode ainda sofrer modificações, sendo que, somente serão transmitidas à prole caso comprometam as células da linhagem germinativa. Quando ocorre este tipo de mutação, o produto deste indivíduo receberá a nova característica, sendo que tal mutação será parte da espécie a partir de então.

6.2.1 Argumento evolucionista

As mutações ocorrem quando radiações, vírus ou produtos químicos quebram pedaços dos cromossomos. Em geral, essas alterações provocam doenças (como o câncer e a infertilidade), mas, às vezes, elas trazem efeitos benéficos, originando novas combinações que servirão de matéria-prima para a evolução.

O conhecimento moderno sobre o código genético veio comprovar que as mutações ocorrem ao acaso. Sendo assim não há motivos para crer em uma força divina tenha criado os seres. A evolução pode ser vista e comprovada cientificamente, visto que uma mutação pode ser benéfica ao indivíduo ou até mesmo a toda espécie e acontece inteiramente ao acaso. Sendo assim é comprovada a evolução das espécies.

6.2.2 Resposta criacionista

A possibilidade da mutação genética nos seres não comprova a teoria da evolução, e sim que a contaminação pode (em raríssimos casos) criar uma característica ao indivíduo; característica que deve posteriormente ser avaliada e determinar se ela é benéfica ou não. O aparecimento de um mutante adaptado a um ambiente não tem probabilidade maior de aparecer nesse ambiente, do que qualquer outro onde a mutação não traga vantagem alguma. É aceitável a possibilidade de mutação a nível genético, no entanto, a possibilidade do contato com radiação, produtos químicos ou mesmo vírus provocarem o surgimento de doenças, são esmagadoramente maiores que a de provocar alguma alteração genética benéfica ao indivíduo.

O Dr. James Hevezi, diretor da Comissão de Radioterapeutas do American College4 explica que “a radiação destrói os elétrons dos átomos ao atravessar o corpo humano. Com a alta exposição, as células morrem, o DNA se rompe e tecidos são danificados.” Explica também que a radiação “afeta o corpo de maneiras diferentes, sendo assim, os efeitos prejudiciais podem ser intensificados por traumas, ferimentos e doenças.”

Sofrer mutação não é uma necessidade para o organismo. É uma possibilidade. Os seres já se encontram em estado de perfeita adaptação ao o ambiente em que vivem, tal adaptação permitem sua sobrevivência sem intervenção externa, além mantem o equilíbrio ecológico e o equilíbrio dentro da cadeia alimentar. Gerações inteiras de indivíduos jamais sofreram algum tipo de evolução química e mesmo assim sobreviveram. Se houve extinção de alguma espécie, certamente não foi por falta de evolução e sim por algum fator externo de força maior, como tempestades, terremotos, erupções vulcânicas, intervenção humana, etc.

Na história, encontramos vários exemplos de catástrofes com usinas nucleares. Os maiores exemplos são: o acidente de Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979 e Chernobyl, na União Soviética, em 1986. O Brasil conheceu um acidente nuclear fora de uma usina em 1987 na cidade de Goiânia. Apesar de inúmeros acidentes radioativos, não existe registro de evolução após estes ou qualquer outro desastre nuclear. A possibilidade da mutação genética não é amparada pelas estatísticas de exposição a elementos químicos, radioativos, ou mesmo algum tipo de vírus. Se houvesse algum caso de evolução sob estas condições certamente saberíamos, e os indivíduos que sofreram tais mutações seriam acuradamente estudados pela comunidade científica. A pesquisa para confecção deste trabalho não encontrou nenhum registro de mutação.

Além do mais a chance da contaminação é maior que a de evolução. O contato com materiais radioativos, componentes químicos ou mesmo vírus, causará com muito mais probabilidade doenças que mutações benéficas. Se um indivíduo puder escolher certamente não escolherá correr o risco, visto que a chance de adquirir algum tipo de câncer é maior que a da aquisição de algum tipo de habilidade especial (evolução).

6.3 A Biodiversidade e a interpretação do mundo biológico

Os evolucionistas ensinam que certas formas de vida descendem de outras. São modificações que ocorrem nos seres vivos, e ainda ocorrem continuamente. A ideia de que os organismos se modificam com o tempo não é nova. Os primeiros filósofos gregos já admitiam a possibilidade de novas formas vivas terem se originado de tipos pré-existentes.

Pequenas modificações apresentadas pelos seres vivos sofreram seleção natural e foram lentamente acumuladas através de inúmeras gerações permitindo o desenvolvimento das espécies no meio ambiente. A determinação do tempo de duração de uma espécie é feita em escala geológica. A partir da segunda metade do século XIX, a ideia da evolução biológica começou a dominar o meio científico, estudos começaram a ser realizados afim de determinar o elo perdido na cadeia evolutiva. Vejamos alguns dados fornecem as evidências a favor da evolução e a eventual resposta criacionista.

6.3.1 Órgãos Vestigiais

Órgãos vestigiais são estruturas existentes no homem, bem como em outros animais, e que são considerados como vestígios inúteis de estruturas que foram úteis em um estágio evolutivo anterior.

6.3.1.1 Argumento evolucionista

Na última década foi realizado um levantamento de órgãos vestigiais em mamíferos. Este levantamento englobou mais de 80 órgãos, dentre os quais estavam incluídos: a tireoide, o timo, as glândulas pituitárias, o lobo olfativo do cérebro, o ouvido médio, as amígdalas e o apêndice. Por exemplo o formato da coluna vertebral próximo ao quadril sugere a existência de uma calda no esqueleto humano.

6.3.1.2 Resposta criacionista

À medida que foram feitos estudos pelos fisiologistas, este levantamento foi modificado, de forma que atualmente a maioria dos órgãos chamados vestigiais, especialmente no homem, tem uso definido, não sendo mais considerados atrofiados. O apêndice humano, por exemplo, era frequentemente removido em cirurgias pelos médicos, porque parecia não ter utilidade e constantemente causava problemas. Atualmente se sabe que ele faz parte do sistema imunológico. Ainda acontecem casos de doença no apêndice e, quando ele se infecciona, precisa ser removido, entretanto, a comunidade médica não faz remoção do apêndice em outra circunstância. Hoje já se sabe que todos estes órgãos têm funções úteis e essenciais.

6.3.2 Anatomia Comparada

Semelhanças anatômicas são consideradas como uma das evidências da evolução.

6.3.2.1 Argumento evolucionista

A comparação visual é utilizada para explicar que os seres possuem um ancestral em comum, por exemplo, ao compararmos a asa de uma ave, a nadadeira anterior de um golfinho e o braço de um homem, veremos que, embora elas sejam muito diferentes, possuem estrutura óssea e muscular bastante parecidas.

O maior exemplo, é a estrutura corpórea do chimpanzé que em muito se parece com o ser humano. A comparação visual entre os seres é interpretada pelos evolucionistas como evidencia da evolução. É admitindo que tais semelhanças são oriundas de um ancestral em comum, dos quais herdaram uma estrutura corporal semelhante.

6.3.2.2 Resposta criacionista

O argumento da contemplação é extremamente frágil, especialmente se falando em teorias científicas. Líderes religiosos lançam mão do argumento da contemplação quando argumentam que um mundo tão bonito e perfeito como o nosso, só pode ter sido obra de um “Deus Criador”, no entanto, este tipo de argumento é severamente atacado pelos evolucionistas.

Usar a mesma técnica (da contemplação) para observar a anatomia dos seres e então determinar uma origem primata é um método filosófico não científico. Esta técnica retoma o tempo da filosofia clássica e veda todo o conhecimento científico já adquirido como a tipagem sanguínea e o DNA. Tentar classificar os seres simplesmente por comparação visual é demasiadamente primário.

Desde 1996 a Food and Drug Administration5 (FDA) autorizou a pesquisa sobre a possibilidade de extração de órgão de porcos para serem transplantados em seres humanos. Em entrevista a revista Mundo Estranho6, o cirurgião hepático Sérgio Mies, da Universidade de São Paulo (USP) e do hospital Albert Einstein (SP), afirma que “Anatomicamente, órgãos como o fígado, o coração e o rim do porco são muito parecidos com os nossos”. O Dr. Randall Prather, professor de biotecnologia reprodutiva da Universidade de Missouri-Columbia, é mais incisivo e afirma que: “os porcos têm um grande potencial, visto que são fisiologicamente semelhantes ao homem e de uma forma mais plena que primatas não humanos, como é o caso dos babuínos.”

Sendo assim, é possível concluir que a anatomia comparada não passa de mera especulação, visto que apesar das semelhanças físicas entre o homem e um babuíno (como no exemplo do Dr. Randall) fisiologicamente o homem e o porco apresentam maiores semelhanças, de modo que (possivelmente) num futuro próximo receberemos órgãos transplantados de porcos. Se os evolucionistas estivessem certos a chance de semelhança fisiológica entre os órgãos seria entre os humanos e os primatas e não com os suínos.

6.3.3 Embriologia Comparada

O estudo comparado da embriologia de determinados grupos de animais, mostra que existe semelhanças entre eles independente da raça.

6.3.3.1 Argumento evolucionista

À medida que o embrião se desenvolve, surgem características próprias da espécie e as semelhanças com outras espécies diminuem. Desta forma, quanto mais diferentes forem os organismos, menor é o período embrionário comum entre eles. Tal semelhança entre os embriões é uma evidencia da evolução, visto que em sua forma embrionária os seres possuem grandes semelhanças, o que evidencia que somos descendentes de um ancestral em comum, e que, em algum momento da existência os seres sofreram mutações e por isto apresentam diferenças na fase adulta como podemos comprovar diariamente.

6.3.3.2 Resposta criacionista

A semelhança embrionária dos seres não apresenta argumentos a favor da evolução, como já foi discutido no item anterior a comparação visual não possui amparo científico e se constitui apenas em uma tentava frustrada de encontrar argumento a favor da teoria da evolução.

6.3.4 Estudo dos Fósseis

É considerado fóssil qualquer indício (restos ou vestígios) da presença de organismos que viveram no passado geológico. O dicionário Priberam define fóssil como sendo: “restos ou vestígios de plantas ou animais que se encontram nas camadas terrestres, anteriores ao atual período geológico.”

6.3.4.1 Argumento evolucionista

Os fósseis são considerados evidências da evolução porque mostram que o nosso mundo já foi habitado por seres diferentes dos atuais e que teriam sido ancestrais das formas de vida modernas.

6.3.4.2 Resposta criacionista

O estudo dos fósseis é uma ferramenta largamente usada pelos antropólogos para identificar costumes em diversas sociedades do passado, assim como estudar o desenvolvimento das artes, ferramentas e religião em sociedades extintas.

Em sítios arqueológicos já foram encontrados diversos fósseis de animais extintos, porem não existe até hoje nenhum dado conclusivo sobre algum espécime em fase de evolução, ou seja, o fóssil de um primata que sofreu evolução e hoje encontramos sua forma evoluída. Ao contrário o que encontramos hoje apenas corrobora com o conceito criacionista, pois todos os fósseis encontrados até hoje não apresentam o menor traço de evolução. Sendo assim o estudo fóssil apenas respalda a teoria de que os seres não evoluem e permanecem com sua fisiologia idêntica mesmo após séculos de existência e nas mais diversas condições.

7. A Bíblia e a Ciência

Se alguém espera encontrar no na bíblia, ou especificamente no livro de gênesis uma narrativa científica de como o mundo começou a existir, com todas as questões referentes à vida primitiva respondidas na linguagem técnica familiar ao professor ou estudante de ciências, ficará desapontado. A bíblia não é uma tentativa de responder tais perguntas técnicas, até porque os autores da bíblia eram homens comuns (camponeses, comerciantes, etc) e mesmo que tivessem algum conhecimento científico não se equipara ao nosso.

Sendo assim, a bíblia trata de assuntos muito além do reino da ciência. Ela procura nos colocar em contato com o Deus eterno e revelar o significado sagrado do Seu Ser, Seu propósito e Seu relacionamento com as Suas criaturas conforme Ele opera Sua santa vontade. É imperativo que o relato de gênesis “... criou Deus...” demonstre que toda a criação é resultado da atividade criadora de um Deus pessoal, e não de forças cegas e destituídas de inteligencia, como é o caso nas cosmogonias antigas e na teoria da evolução.

O fato do relato bíblico ser incompleto do ponto de vista científico não sugere que ele seja incorreto e que outras teorias sejam corretas por contradizerem a bíblia. O relato bíblico pode ser impreciso, mas até o momento nenhuma descoberta científica foi capaz de impugnar qualquer afirmação bíblica.

8. A Bíblia e o Racionalismo

8.1 O racionalismo como ferramenta da teologia

Apesar de que as escrituras (a Bíblia) tornam conhecido muito alem do poder da razão humana sem apoio para descobrir ou compreender plenamente seus ensinos, quando tomados juntos, de modo nenhum contradizem uma razão condicionada em sua atividade pelo santo sentimento e iluminada pelo Espírito de Deus. As Escrituras apelam para a razão, em seu amplo sentido, incluindo o poder da mente de reconhecer Deus e as relações morais – não no sentido estrito simples raciocínio ou o exercício da faculdade puramente lógica.

O ofício apropriado da razão, neste sentido amplo, é:

  1. Fornecer-nos as ideias primárias de espaço, tempo, causa, substancia, desígnio, justiça e Deus, que são as condições de todo o subsequente conhecimento.

  2. Julgar com relação à necessidade de uma revelação especial e sobrenatural da parte do homem.

  3. Examinar as credenciais da comunicação que professam ser tal revelação ou dos documentos que professam registrá-la.

  4. Avaliar e reduzir a um sistema os fatos da revelação quando estes foram achados apropriadamente atestados.

  5. Deduzir desses fatos suas conclusões naturais e lógicas.

Assim a própria razão prepara o caminho para uma revelação acima da razão e garante uma confiança em tal revelação quando dada. Sustentamos um ponto de vista contrário; o de que observam resultados na ciência e na filosofia e na interpretação da Escritura como um todo e que tais resultados constituem uma revelação que tem autoridade.

8.2 O racionalismo contrário a teologia

De outro lado, o racionalismo sustenta que a razão é a fonte última de toda a verdade religiosa, enquanto a Escritura é a autoridade somente naquilo que suas revelações concordam com as conclusões prévias da razão ou pode ser demonstrada racionalmente. Cada forma de racionalismo, portanto, comete ao menos um dos seguintes erros:

  1. o de confundir a razão com o simples raciocínio, ou com o exercício da inteligencia lógica;

  2. o de ignorar a necessidade de um sentimento santo como condição de toda a correta razão nos assuntos religiosos.

  3. o da negação da nossa dependência das revelações de Deus no nosso estado presente de pecado

  4. o de considerar a razão sem apoio mesmo em seu estado normal e desapaixonado, como capaz de descobrir, compreender e demonstrar toda a verdade religiosa.

Não se deve confundir razão com raciocínio. Na bíblia encontramos muitas coisas que não podem ser definidas claramente, explicadas pelo raciocínio lógico, ou pelo menos , não pode ser explicada com o conhecimento científico já adquirido. Por se tratar de um livro religioso, não quer dizer que trata apenas de folclore e mitos sem fundamento.

Até o momento não existe comprovação cientifica que impugne qualquer declaração bíblica, pelo contrário, todas as descobertas científicas até o momento concordaram com várias das declarações bíblicas (este tema será explorado novamente no ítem 11 deste trabalho).

9. Existem provas confiáveis do processo evolutivo?

Assim como os criacionistas, os evolucionistas basicamente argumentam acerca da sua teoria, o próprio Darwin declara que seu trabalho é apenas uma argumentação7, além disto, os evolucionista dispõem de algumas análises fósseis e em estudos filogenéticos relacionados à anatomia e fatores bioquímicos das espécies. As provas, são frágeis e envoltas em contradições, equívocos e até fraudes. As provas bem intencionadas usadas para demonstrar que a evolução das espécies é verdadeira também são questionáveis.

O documentário fóssil comprova que no passado houve formas de vida bem diferentes dessas que são observadas no presente. Por conta deste fato, os evolucionistas buscam nos fósseis a descoberta de formas de vida que apresentem características transitórias entre uma espécie ancestral e outra que possa estar um passo evolutivo adiante. Esta é a busca do chamado “elo perdido”. Por exemplo, os evolucionistas afirmam que tanto os humanos como os primatas (macacos) descendem de um ancestral em comum. Encontrar este ancestral em comum é a chave para comprovar o processo evolutivo.

Mesmo com tantos esforços para comprovar a evolução das espécies com um achado fóssil de peso, até agora nada se tem que possa ser considerado “prova incontestável”. Como certa vez declarou G.K. Chesterton8, “os evolucionistas parecem saber tudo acerca do elo perdido, a não ser o fato de que ele está perdido”.

De fato, os elos perdidos, fósseis de criaturas apresentando características do ancestral e da forma evoluída, continuam perdidos. Aliás, se esses animais transitórios tivessem existido realmente, seriam verdadeiras fábulas vivas. É preciso muita fé para acreditar neles, uma vez que não se tem nenhum vestígio confiável desse tipo de vida.

9.1 Recapitulando alguns argumentos evolucionistas

Nos estudos de semelhanças anatômicas entre as diferentes espécies nada pode ser considerado conclusivo. Uma vez que para usar esses argumentos como evidências da evolução seria necessário que a própria evolução fosse comprovada, ou do contrário, é o mesmo que andar em círculos. A semelhança entre um homem e uma criança não serve como prova de paternidade, o que pode ocorrer, mediante tal observação e o depoimento da mãe, é que surja uma suspeita de paternidade. Essa suspeita tem de ser provada por meio de exame apropriado, senão, a semelhança não passa de semelhança.

Ainda dentro do conjunto de provas relacionadas à anatomia, os evolucionistas citam os chamados órgãos vestigiais que, para eles, são heranças de antepassados evolutivos. Classificam como vestigial os órgãos que aparentemente não possuem nenhuma função no organismo. O apêndice e o cóccix humano são considerados vestigiais pelos evolucionistas. O primeiro porque deixou de ser usado por não se comer mais carne crua e alimentos mais duros; e o segundo, alegam, que é vestígio da cauda de antepassados que a possuíam. Entretanto, atualmente são atribuídas funções para esses dois órgãos, mas pouco se fala a esse respeito. O fato de não se entender muito bem o papel de um órgão não faz dele um órgão vestigial. Esse tipo de erro já foi observado antes na história da ciência. Quando todos os órgãos endócrinos e linfáticos foram considerados vestigiais.

As provas bioquímicas estão relacionadas à análise das proteínas presentes nos mais variados organismos. Duas espécies são consideradas parentes próximos quanto maior for a semelhança entre suas proteínas, isso porque uma proteína é um polímero de aminoácidos e a sequência desses aminoácidos é determinada pela leitura do gene que a codifica. Um gene é um pedaço do DNA que possui a receita para que uma proteína seja feita ou expressa.

No DNA de uma espécie existem muitos genes. Dizer que o conjunto de proteínas de dois organismos são semelhantes é o mesmo que dizer que seus DNA são semelhantes e, na visão evolucionista, isso é sinal de que houve um ancestral comum. O problema dessa classe de argumentos está no fato de que espécies que não deveriam mais apresentar semelhança proteica, devido à suposta distância evolutiva, as apresentam. Por exemplo, a hemoglobina da lampreia, que é um peixe, é muito parecida com a humana. O mesmo se observa em relação à clorofila de plantas e à nossa hemoglobina.

9.2 A possibilidade matemática da evolução

O Dr. Frank Salisbury publicou na revista Nature em outubro de 1969 um estudo matemático que calculou a probabilidade da evolução. Foi estudado qual a probabilidade para que uma única molécula de DNA se formasse, de um tipo específico. Assumindo que a vida já existisse, e que as matérias primárias necessárias já estivessem formadas, e fosse preciso apenas que ocorresse a combinação dessas matérias por acaso, ou seja, qual a probabilidade de uma coincidência assim acontecer em algum momento da existência.

  1. Sabemos que existem 1020 (100.000.000.000.000.000.000) planetas onde essa reação é possível;

  2. Estima-se que há 4x109 (= 4.000.000.000) anos disponíveis (Tempo);

Usando os métodos da Teoria da Probabilidade e Estatística sabe-se que há 1 chance em 10415 de, em algum instante em todo este tempo, em algum destes planetas, 1 única molécula desejada se combinar por acaso.

Isto significa 1 chance contra:

10.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000
.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000
.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000
.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000
.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000
.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000
.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.


Estatisticamente falando, isso representa uma impossibilidade matemática, pois segundo a Lei de Borel9 se a chance de algo ocorrer é superior a 1050 simplesmente não ocorre.

 

9.3 O homem veio do macaco?

A grosso modo encontramos quem afirma que o “homem veio do macaco”. Este informação está incorreta, tanto no pensamento evolucionista quanto no criacionista. O ser humano não descende do macaco.

O evolucionismo defende a teoria de que o homem e os primatas possuem um ancestral em comum. Este ancestral, não é um macaco, nem tampouco um homem. Este tal ancestral dividiu-se em ramos:

  1. um para o gênero macaca, e

  2. outros, de onde saíram os chipanzés, gorilas, macacos-pregos, etc, e

  3. outro para o Homo, (Homo Habilis, Homo Ergàster, Homo Erectus, Homo Sapiens Neanderthalensis, Homo Sapiens Sapiens) de onde então, nos originou.

Ainda neste tema, o maior problema encontrado pelos evolucionistas é o elo perdido, ou seja, se houve um geração de primatas, onde eles estão? Se existem fósseis de dinossauros, peixes, e outra série de achados arqueológicos de inestimável valor histórico, onde estão os fósseis dos primatas?

Para responder a esta pergunta existem algum exemplares expostos em renomados museus. A revista Defesa da Fé em sua edição de número 60, publicada em setembro de 2003 publicou um comentário sobre as principais peças em exposição. Vejamos os principais e um breve comentário sobre eles.

  1. O Homem de Nebraska: teve sua imagem reconstituída a partir de um dente com idade estimada de um milhão de anos. A partir do dente foi montada da mandíbula; da mandíbula o cranio; do cranio o esqueleto; do esqueleto foi montada a pele, cabelo e até sua companheira (esposa ou namorada). Foi realizada a famosa exposição sobre a evolução em Dayton, Tennessee, chamada de Scopes Trial, quando o Homem de Nebraska foi apresentado como prova incontestável da evolução. Após quatro anos e meio, descobriu-se que aquele dente na verdade pertencia a uma espécie de porco já extinta.

  2. O Homem de Java: foi imaginado a partir de um fêmur, uma caixa craniana e três dentes molares. O mais interessante é que esses itens não foram encontrados no mesmo local e ao mesmo tempo. O fêmur foi encontrado a quinze metros da caixa craniana. Um dos dentes foi encontrado a três quilômetros do fêmur e do crânio. E, para completar o quadro, o Dr. Dubois, que descobriu o material, omitiu de seu relatório que também encontrou restos mortais humanos na mesma camada de escavação. Após 20 anos foi revelada a omissão no relatório do Dr. Eugène Dubois.

  3. O Homem de Neanderthal: foi reconstituído a partir de um crânio quase completo descoberto em 1848 e um esqueleto parcial em 1856. Muitos estudiosos dizem que o Neanderthal era tão humano quanto qualquer um de nós. As diferenças do esqueleto são atribuídas ao fato de pertencer a um homem velho que sofria de raquitismo, tudo isto graças ao patologista Rudolf Virchow (1821-1902) examinou os ossos de Neanderthal em 1872, ele concluiu que o neanderthal, descoberto em 1856 era um homem de meia-idade, com casos sérios de artrite e raquitismo causado por uma deficiência de vitamina D, devido a uma carência de exposição à luz solar. Esse detalhe foi comprovado com novos achados fósseis, pois os Neanderthais sepultavam seus mortos.

  4. O Homem de Cro-Magnon: segundo o Dr. Duane T. Gish, professor de ciências naturais e apologética, o chamado Homem de Cro-Magnon passaria despercebido por nossas ruas se usasse a moda corrente, ou seja, nele não há nada de símil. Os evolucionistas argumentam que Cro-magnons já são considerados Homo sapiens sapiens modernos. Que viveram na Europa entre 30.000 a 10.000 anos atrás, e eram virtualmente idênticos aos homens modernos, sendo apenas um pouco mais altos e robustos que nós. Os evolucionistas se escondem atras da linha de tempo; quando a linha de tempo da evolução se aproxima da atualidade, eles praticam a expressão popular “saída pela tangente”, ao dizer que a evolução leva milhares de anos e se o achado é muito recente, tem-se dificuldade em determinar as diferenças fundamentais entre tal primata e o espécime atual.

  5. O Homem de Piltdown: O homem de Piltdown foi encontrado em 1912. O arqueologista e geólogo Charles Dawson encontrou uma mandíbula com dois dentes, outros pedaços de calota craniana, vários dentes e ossos fossilizados de animais, instrumentos de pedra, etc. Deduziu-se que os ossos do crânio e mandíbula fossem do mesmo animal, pois foram encontrados em curta distância, apresentavam os mesmos sinais de fossilização e os dentes, apesar de semelhantes aos de macaco, tinham características humanas. A fraude foi descoberta quarenta anos mais tarde quando análises químicas revelaram que a mandíbula e os dentes continham uma quantidade de nitrogênio e de carbono orgânico igual à de materiais modernos. A calota craniana continha muito menos. Outras análises químicas e a microscopia eletrônica confirmaram que o maxilar inferior era moderno e havia sido colorido artificialmente para se parecer com a calota craniana. Em 1913, um exame radiográfico da mandíbula parecia revelar que as raízes dentárias eram curtas demais para serem de macaco. Em 1953, novas radiografias mostraram que elas se mostravam muito mais longas do que se pensou - exatamente como acontece com macacos modernos. Outro estudo comprovou o que se suspeitava: o desgaste encontrado nos dentes tinha uma posição que não é natural, sendo artificialmente produzido para parecer humano. Ainda, material plástico tinha sido posto no canal do canino para diminuir-lhe o tamanho.

Evolucionistas se defendem destas fraudes alegando que erros acontecem na ciência e sempre acontecerão, cabe então ao cientista aprender com os erros e interpretar as evidencias que encontra ao longo de sua pesquisa. No entanto, o que estamos discutindo não são erros na avaliação dos fósseis ou demais achados arqueológicos, a discussão é de fraudes praticadas para se provar a teoria da evolução.

9.4 Conclusão sobre: existem provas confiáveis do processo evolutivo

O evolucionismo é amparado em muitos argumentos, e do seu movimento pertencem grandes nomes da comunidade científica. No entanto, não há provas capazes de proteger a teoria da evolução de perguntas embaraçosas e críticas plausíveis por parte de opositores. Muitas vezes, os ataques e as críticas vêm do próprio meio evolucionista que não consegue concatenar a teoria com provas empíricas. Em muitos casos, o evolucionismo se esconde simplesmente por traz do “tempo”, ou seja, como o processo evolutivo acontece ao longo de milhões de anos, sua teoria se ampara no fato de que não podemos retroceder a tanto nas eras geológicas, afim de provar seja qual for o argumento ou teoria. Por exemplo, se o pescoço da girafa cresceu após milhares de anos de evolução com o objetivo de alcançar os galhos mais altos das árvores, como elas não precisam mais ir tão alto para buscar comida, seu pescoço só voltará a ser pequeno daqui a milhares de anos.

Um exemplo relevante da falta de provas da teoria da evolução foi o que ocorreu no dia 5 de novembro de 1981 envolvendo o respeitado paleontólogo e evolucionista Collin Patterson, do Museu de História Natural de Londres. Patterson chocou os cientistas americanos reunidos no Museu Americano de História Natural ao perguntar para sua plateia: “Vocês podem me dizer alguma coisa sobre a evolução, qualquer coisa que seja verdade?”. Dizem que a plateia ficou muda, mas não ficou parada porque Patterson moderou seu discurso em relação à teoria da evolução. Para manter essa teoria viva, os evolucionistas precisam fazer vistas grossas para os próprios erros e reprimir opiniões divergentes até que se encontre “a prova”. O problema é que esta busca pode durar para sempre e sem nenhum resultado conclusivo.

10. Uma teoria com força de Lei

O evolucionismo, mesmo apresentando tantas dificuldades e paradoxos, mantém o status de teoria oficialmente aceita pela comunidade científica para explicar a origem da vida e sua diversidade. Todas as crianças, adolescentes e jovens são doutrinados nas escolas com essa teoria, são professores e cientistas utilizando termos científicos, com palavras em latim para ensinar suas teorias como verdades absolutas. Suas supostas evidências são ensinadas como se fossem provas irrefutáveis, estabelecidas e bem trabalhadas.

A razão mais importante para a ampla aceitação da teoria da evolução é o fato de que ela é lecionada nas escolas (e mesmo em universidades) como um fato cientificamente comprovado. Ela é descrita através de impressionantes termos latinos, reconstruções gráficas e total desprezo ao relato bíblico ou a qualquer outra teoria. Sua natureza hipotética, entretanto, suas inconsistências, as questões sem respostas e a crítica de outros cientistas acerca dela são ignoradas.

Acrescenta-se o fato de que é lecionada por cientistas ou especialistas nas mais diversas áreas. Assim, não é de se espantar que muita gente acredite que esta teoria seja uma verdade incontestável. O público em geral, bem como muitos cientistas, sabe muito pouco sobre os fundamentos da ciência, a validade das hipóteses, ou a base axiomática do método científico. Em consequência, muitas pessoas têm a impressão de que, se um cientista diz alguma coisa, deve ser verdade.

Por outro lado, as pessoas tendem a confundir a ciência aplicada com a ciência teórica. A ciência aplicada é aquela que já deixou de ser teoria, foi comprovada em laboratórios, testada clinicamente e comprovada sua eficácia. Assim se torna uma ciência aplicada. Por exemplo, vedar fio de energia elétrica com uma fita isolante, já foi teoria, foi testada em laboratório e após comprovada sua eficácia, a fita isolante é vendida em lojas especializadas. Outro lado da moeda é a ciência teórica; o cientista cria suas teorias, as submete a diversos testes e experimentos, e até que as experiências comprovem sua legitimidade não passará de teoria. E reiteramos, se um cientista está expondo suas ideias, não quer dizer que tais teorias são verdade.

Diante disso, é importante ressaltar que, assim como o criacionismo, o evolucionismo também baseia suas conjecturas na fé. Fé no acaso, pois tudo o que defendem são suposições que, em circunstâncias primordiais ou normais, jamais poderiam ocorrer.

Se é racional pensar que dos peixes surgiram os anfíbios, dos anfíbios os répteis, dos répteis as aves e os mamíferos, por que não é racional pensar que Deus criou o homem do pó da terra? No mundo físico, nenhuma dessas posições pode ser provada, portanto, ambas são pontos de fé. Entretanto, ridicularizam o criacionismo e geram um sentimento de vergonha, principalmente nos estudantes cristãos, que passam a rejeitar a ideia de “Adão e Eva” e a aceitar a ideia do homem-primata. Não há nada de vergonhoso em acreditar no criacionismo. O criacionismo escolhe acreditar que Deus é o criador de todas as coisas, inclusive da vida. O evolucionismo acredita na obra do acaso que vai transformando uma forma de vida em outra, num processo cego e sem nenhum objetivo final.

Uma teoria é um conjunto de ideias estruturadas que interpretam fatos. Fatos são situações observadas em nosso mundo físico. Os evolucionistas argumentam que o processo evolutivo é um fato e que resta apenas estabelecer como se deu este fato. Mas a verdade é que não possuem fatos em si, o que possuem são interpretações usadas como fato. Para se afirmar algo usando a metodologia científica é preciso primeiro observar e registrar os fatos. Depois é preciso fazer uma generalização baseada nas observações. Em seguida, formula-se uma hipótese para predizer os fatos do mundo real. Após muitos experimentos, que confirmem os fatos preditos, surge uma teoria.

Se a teoria resistir ao tempo e a novos experimentos, pode passar à lei científica. Entretanto, somente a evolução dentro de uma mesma espécie (microevolução) pode ser demonstrada pela metodologia científica. A evolução entre as diferentes espécies (macroevolução), proposta por Darwin e mantida por seus seguidores, não pode ser provada pelo método científico, no entanto, é chamada de teoria.

11. Livro “A origem das espécies” - teoria ou verdade?

 

Robert Charles Darwin revolucionou as ideias da ciência com seu livro “Sobre a origem das espécies”, em 1859. Rapidamente suas teorias alcançaram o mundo, na sua sexta edição o título foi mudado para “A origem das espécies” em 1872; hoje já existem tantas teorias a favor da evolução que, apenas do nome Darwin continuou a ser extremamente forte, e seu trabalho inicial é praticamente esquecido.

Com o intuito de regredir até a origem do pensamento evolucionista conhecemos Aristóteles e a teria da abiogênese; logo após veio Lamarck e a teoria sobre o pescoço da girafa. Afim de conhecer um pouco mais sobre os primórdios do evolucionismo em si, serão destacados alguns trechos do livro de Darwin e identificar algumas particularidades.

Logo na introdução notamos que Darwin é extremamente pragmático10 ao revelar suas acepções sobre as origens. Mesmo na introdução do livro ele declara que seus conceitos são frutos da observação.

As relações geológicas que existem entre a fauna atual e a fauna extinta da América meridional, assim como certos factos relativos à distribuição dos seres organizados que povoam este continente, impressionaram-me … Estes fatos, como se verá … parecem lançar alguma luz sobre a origem das espécies...”

Vejam que Darwin declara que após sua observação na fauna e nos achados fósseis, ele “acredita” que poderá “lançar luz” sobre o tema. É notório que o próprio Darwin não acredita que encontrou definitivamente a chave para resolver este mistério. As impressões deixadas são de um estudioso que estava as vias de iniciar uma linha de pesquisa nesta área, o que temos até então é fruto da simples observação.

Ainda na introdução, Charles Darwin declara que está convicto de que não existe criação independente e que as espécies se originam uma das outras. Vejamos o trecho em questão:

Estou plenamente convencido que as espécies não são imutáveis; estou convencido que as espécies que pertencem ao que chamamos o mesmo gênero derivam diretamente de qualquer outra espécie ordinariamente distinta...”

Se confrontarmos ambos os trechos citados acima, veremos que o autor ao mesmo tempo declara que sua obra é um ponto partida e que “parece lançar alguma luz” sobre o tema, no entanto, parágrafos abaixo ele afirma com toda certeza que a evolução é um fato ao declarar que está “convencido que as espécies não são imutáveis”. Antes mesmo de iniciar o primeiro capítulo do livro encontramos uma grande contradição nos argumentos do autor.

É aceitável que Darwin estivesse disposto a iniciar uma grande discussão em torno das origens, para isto lançou mão de todos os argumentos que encontrou, seja como for os primeiros argumentos estão bastante desconexos e a contradição é claramente percebida logo na introdução do livro.

A seleção natura, a lei do uso e desuso, assim como muitos outros argumentos foram debatidas ao longo deste livro. Dentre eles a seleção natural é a mais sólida, pois pode ser comprovada facilmente na natureza. Conforme a seleção natural, somente os seres mais adaptados sobrevivem, logo a natureza seleciona os melhores espécimes de cada raça, de modo que ao logo das gerações os seres mais adaptados ao meio ambiente sobreviverão e também o produto desta raça terá características benéficas, pois os indivíduos menos adaptados tiveram menos chance de se reproduzir. No entanto, a seleção natural em nada corrobora com a ideia da evolução, pois criadores de cães ou de gado (por exemplo) também manipulam seus animais, fazendo com que só pares mais fortes (ou com as características que eles julgam melhores) se reproduzam, desta forma eles selecionam os melhores, mas em nada fazem com que a raça evolua.

O conceito geral sobre a evolução e também os principais argumentos evolucionistas já foram discutidos neste trabalho, sendo assim, será avaliado agora alguns pontos na conclusão do livro de Charles Darwin e que também são relevantes. Para concluir sua obra Darwin inicia sua conclusão dizendo que:

Sendo este volume inteiro apenas uma longa argumentação, creio dever apresentar ao leitor uma recapitulação sumária dos fatos principais e suas ilações.”

O trabalho de Chales Darwin é extremamente pragmático, ou seja, fruto da observação e avaliação pessoal, sem embasamento científico ou qualquer tipo de comprovação. Pelo parágrafo citado acima, é possível identificar o caráter especulativo da principal obra de Robert Charles Darwin, visto que não dispõe de nenhuma prova científica, nenhum tipo de comprovação ou testes para fundamentar sua tese. Para que seja uma teoria é preciso mais que uma simples ideia, fruto de imaginação, ou especulação.

A última frase do livro merece atenção especial.

Ora, enquanto que o nosso planeta, obedecendo à lei fixa da gravitação, continua a girar na sua órbita, uma quantidade infinita de belas e admiráveis formas, saídas de um começo tão simples, não têm cessado de se desenvolver e desenvolvem-se ainda”

O desfecho do livro que revolucionou a comunidade científica, abriu inúmeras frentes de pesquisa, e até hoje é citado por alguns como o trabalho que nos mostrou a origem da vida não demonstra seu caráter científico. Este desfecho é poético, não é científico; Darwin não possui a menor prova científica de sua teoria, em seu livro ele diz que sua teoria é uma argumentação, mas também usa palavras que sugerem plena certeza dos fatos por ele observados.

O autor lança mão de argumentos conforme suas acepções imaginárias, e após publicar seu trabalho o mundo se vê refém desta obra. Aqueles que preferem acreditar na criação são constrangidos a aceitar que somos fruto de uma grande explosão, e simplesmente estamos no topo de uma cadeia evolutiva. Nada mais.

12. A Bíblia corrobora com a biologia

O Phd. Dr. Strong declara em seu livro Teologia Sistemática que “a bíblia como livro religioso é completo, no entanto, do ponto de vista científico é incompleto.” A bíblia foi escrita com o objetivo de registrar fatos relevantes para a religião. Quando está escrito: “No princípio criou Deus...11 o objetivo do altor não era relatar detalhadamente cientificamente o modo como tudo foi criado, mas sim ensinar que houve um Deus que criou todas as coisas. Ainda na citação do Dr. Strong ressalto o uso da palavra incompleto, diferente de incorreto, pois até o momento não houve descoberta científica que desabonasse o relato bíblico; pelo contrário tudo o que a ciência já pode comprovar apenas corrobora ou completa declarações bíblicas.

Mesmo escrita a séculos atras, a bíblia consegue se manter atual, especialmente em assuntos de morais. Em alguns pontos a bíblia está afrente do seu tempo. Não estou falando sobre os eventos escatológicos (últimos dias), mas sim de verdades científicas que foram declaradas na bíblia e hoje podem ser comprovadas cientificamente. Como não é o foco deste trabalho, serão apresentados alguns pontos para lançar alguma luz sobre o assunto. Em outra oportunidade e em um trabalho específico sobre este tema poderemos abordar com grande grau de profundidade este assunto.

12.1 Reprodução por espécie

Todos os seres vivos trazem consigo algumas características comuns, como por exemplo a necessidade de se alimentar, o ciclo de vida (nascimento, crescimento e morte), e a reprodução.

Falando sobre reprodução, ela pode ser definida como “a capacidade que os seres vivos têm de originar novos indivíduos da mesma espécie12, constituindo um fator primordial para a manutenção do mundo biológico. Dentro da reprodução existem basicamente dois tipos, a saber: Reprodução sexuada ou gâmica: ocorre sempre na presença de células especializadas chamadas gametas, que se unem para formar a célula ovo ou zigoto (primeira célula do novo indivíduo); e Reprodução assexuada ou agâmica: ocorre na ausência de gametas, onde um indivíduo origina outros geneticamente idênticos a ele.

Ao observar o verso 12 do primeiro capítulo de Gênesis, lemos “A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo as suas espécies, e árvores que davam fruto que tinha em si a sua semente, segundo as suas espécies...” Segundo o Dr. Sheed, a expressão 'segundo a sua espécie' parece limitar a reprodução a cada espécie ou grupos gerais. Esta expressão também se repete nos versos 21,24 e 25 do mesmo capítulo.

Veja que a biologia atual concorda com o relato bíblico, pois a reprodução só é possível dentro da mesma especie; sabemos que isto é uma constante biológica, pois, para que um indivíduo seja considerada uma espécie, ela deve viver em seu habitat de forma autônoma, se reproduzir naturalmente (sem influência externa, como a ação direta humana por exemplo) e o produto desta reprodução também deve se reproduzir do mesmo modo, e assim continuar o ciclo da vida da espécie a qual pertence.

12.2 Superioridade da raça humana

Para os evolucionistas, esta frase não possui tanto valor, pois para eles estamos apenas participando do ciclo evolucionário, portanto, fazer parte da espécie humana é apenas uma coincidência, visto que todos os seres vivos descendem de um mesmo ser primitivo. Tal pensamento sobre a evolução também deixa espaço para o surgimento de uma nova espécie dominante no planeta a qualquer momento.

A visão bíblica é contrária a este conceito, visto que deixa bem claro onde está a raiz de todas as espécies. A antropologia é nossa aliada neste processo de avaliação da raça humana.

Os demais seres vivos estão prontos para seu habitat, ou seja, cada ser vivo é adaptado seu ecossistema e precisa dele para sua sobrevivência. Mudanças climáticas são um problema para a manutenção da fauna e da flora, pois mudanças no clima podem significar o fim de uma espécie. Por exemplo o pinguins possuem uma grande reserva de tecido adiposo, tal característica garante a sobrevivência no frio mais intenso além da possibilidade de nadarem em águas congelantes. Se uma mudança climáticas aquece seu habitat, sua reserva de gordura corporal possivelmente deixará de ser uma vantagem.

Nas aulas de biologia, quando estudamos determinada espécie, os itens: alimentação, reprodução e habitat fazem parte da grade curricular básica. Contrário a esta regra, a espécie humana é encontrada em qualquer ecossistema, e sob as condições mais adversas. O ser humano pode se alimentar de diversas espécies de animais e vegetais, além disto, é o único animal que modifica o ambiente a sua voltar para adaptá-lo a sua necessidade.

O antropólogo estuda vários tipos de civilizações. Classificam o modo de vida de diversos povos e como foram capazes de mudar o meio em que viveram, como a construção de habitações, ferramentas, roupas e até mesmo medicamentos. Não existe outra espécie no reino animal ou vegetal que possua tal habilidade. O máximo que qualquer outra espécie é capaz de fazer são os ninhos para procriação.

Não é simplesmente a habilidade de raciocinar e se comunicar com tamanha precisão, mas sim, a capacidade de moldar o seu meio as suas necessidades, como por exemplo a confecção de armas, ferramentas de trabalho e a utilização de animais para esta tarefa.

Muitos animais possuem habilidades incríveis, como o castor que é capaz de criar diques perfeitamente estáveis e adequados a ele e sua prole. No entanto, todos os castores constroem seus diques da mesma forma há vários séculos. Já na raça humana, as construções se modificam e se tornam cada vez mais arrojadas e confortáveis. Enfim, não existe precedente com habilidades semelhantes as do homem entre os animais.

A avaliação acurada dos versos 26 e 28 do primeiro capítulo de Gênesis, é comprovada pelos argumentos acima. Vejamos os versículos em questão:

Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. (…) dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.” Gênesis 1:26 e 28

O Dr. Russel Sheed conclui que a expressão “domine ele” e\ou “dominai” sugere que a raça humana tem legalidade sobre a terra (sobre planeta mais propriamente dito) e sobre os demais seres viventes. Quando pensamos que não importa o clima, ou qual o tamanho do animal daquele ecossistema. Simplesmente o ser humano é que capaz de se impor e dominar. Não há duvidas de que a bíblia está certa nestas afirmações.

12.3 Sistema solar na bíblia?

No século XVI Nicolau Copérnico revolucionou o conhecimento sobre o espaço ao afirmar que a terra não era o centro do universo e sim o sol. As fotos tiradas pela nave espacial apollo 10, lançada dia 18 de maio de 1968 comprovaram que a terra é redonda, confirmando a posição de Copérnico. O que muitas pessoas desconhece é na bíblia já havia um registro pelo menos intrigante sobre o sistema solar. No livro de Jó diz que Deus “... suspende a terra sobre o nada.” (Jó 26:7).

É sempre interessante pensar que algo que só foi comprovado definitivamente em 1968 já havia sido afirmado por Jó séculos antes, e preservada na bíblia por todos estes anos. Mais uma vez, uma descoberta científica apenas ratifica o conhecimento já revelado pela bíblia.

13. Conclusão Final

A possibilidade da evolução nas espécies está tão bem difundida, que soa como uma verdade cientifica incontestável; a forma como a evolução é abordada constrange os adeptos a outras teorias, como por exemplo, o criacionismo. Ao ouvir os argumentos evolucionistas, muitos são constrangidos a aceitar como verdade. Por outro lado, a mesma preocupação existe do lado criacionista, que se dedica a buscar evidencias a favor da criação ou pelo menos refutar os argumentos criacionistas de modo a comprovar que não existe motivos para deixar de acreditar no criacionismo.

Desde a teoria da abiogênese com Aristóteles, depois Lamarck com o pescoço da girafa e então Darwin e logo após os neo darwinistas são décadas de debates em torno deste tema. Não foi objetivo deste trabalho determinar qual teoria é a verdade, ainda assim foi realizada uma avaliação geral de ambos os lados, e então buscar compreensão do tema afim de avaliar qual a possibilidade da criação ou da evolução.

Ao avaliar os argumentos em torno desde tema, foi observado que ambos lançam mão da comparação visual para sustentar suas ideias. Começando por Aristóteles, a ideia do surgimento da vida pela não vida, se deu pela simples observação das moscas serem encontradas em matéria já no estado de putrefação, ou dos ratos que apareciam em navios. Lamarck defendeu a possibilidade da evolução a partir da simples visualização da girafa comendo folhas das árvores. Com Darwin o processo foi o mesmo, a partir da comparação visual dos seres, a menor semelhança foi a chave para identificação e catalogação dos seres dentro da cadeira evolutiva. O criacionistas buscam na mesma comparação visual o argumento contrário, ou seja, se somos tão diferentes e complexos isto é apenas mais uma evidencia da existência e intervenção inteligente e planejada de um criador.

Um grande problema para a comunidade evolucionista é a fonte de informação e as evidencias para tal. Se alguns evolucionistas se declaram evolucionistas “científicos”, o mínimo que eles poderiam oferecer ao mundo são evidencias científicas das suas teorias. No entanto existe alto grau de dificuldade na comprovação da teoria da evolução. Por exemplo, se dentro da cadeia evolutiva os seres evoluíram de peixes para anfíbios e depois para repteis, mamíferos, etc... Por que ainda existem os anfíbios e repteis?

Como o conhecimento sobre a teoria da criação provem de uma fonte religiosa, e que comunidade religiosa se mostra dogmática e cética quanto a assuntos científicos, argumentos contundentes em favor da criação não são utilizados. O argumento criacionista, basicamente usado pelos religiosos leigos (ou chamados “leigos consagrados”) é de que “Deus criou e pronto”.

Este ambiente hostil à pesquisa científica e também a necessidade de uma teoria que pudesse determinar as origens fora do ambiente religioso, corroborou para o avanço da teoria da evolução. Outra ponto foi a inserção da teoria da evolução no currículo dos ensinos fundamental e médio, o qual foi ensinado por anos como sendo verdade absoluta e comprovada cientificamente. Todos estes fatores trouxeram força para a teoria da evolução.

Assim como não é possível provar cientificamente que existe um criador para todas as coisas, também não é possível provar que as espécies possuem o mesmo ancestral. Tanto os argumentos criacionistas, quanto os evolucionistas são frutos da observação e da fé; tanto se crê que Deus criou, quanto se crê que Deus não criou. Outrossim, os argumentos evolucionistas são frágeis e facilmente confrontáveis. No primeiro momento parecem ser incontestáveis, mas quando avaliados acuradamente são completamente insustentáveis além de contradizer seus próprios princípios.

Após avaliar os argumentos e as conclusões de ambos os conceitos, identifica-se que a bíblia se impõe vitoriosamente sobre qualquer experiencia cientifica, ao contrário do que muitos cientistas esperam, toda e qualquer conclusão cientifica (pelo menos até hoje) apenas comprova a veracidade e confiabilidade da bíblia, pois a pesquisa científica apenas comprova suas afirmações. Portanto não há motivo para colocar a bíblia em descrédito quanto a assuntos científicos, pois nela, todas as afirmações são contundentes e até hoje nada foi encontrado que a abonasse.

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In the beginning God created the heaven and the earth.”

Genesis 01:01 – King James Version, 1611

Índice Remissivo

1Gênesis Cap. 01 verso 28 “Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.”

2X-Men, 20th Century Fox Film Corporation, 2000. <http://www.x-men-the-movie.com/>

3Bíblia Sagrada; Gênesis Cap. 1 versículo 1

5O FDA (Food and Drug Administration): é o órgão governamental dos Estados Unidos da América que faz o controle dos alimentos (tanto humano como animal), suplementos alimentares, medicamentos (humano e animal), cosméticos, equipamentos médicos, materiais biológicos e produtos derivados do sangue humano.

6Revista Mundo Estranho – Edição 110, Editora Abril

7Sendo este volume inteiro apenas uma longa argumentação...” DARWIN, Charles - A Origem das Espécies, cap XV.

8Gilbert Keith Chesterton (1874 – 1936) – Sua obra defendeu os valores cristãos contra os chamados valores modernos, a saber, o cientificismo reducionista e determinista.

9Lei de Borel - afirma que qualquer evento que tenha uma chance entre mais que 1050 chances simplesmente não ocorre.

10Pragmatismo: Doutrina que toma por critério da verdade o valor prático e se opõe ao intelectualismo.

11Bíblia Sagrada – Gênesis 1:01

12SOARES, J. L. - Fundamentos de Biologia; Ed. Scipione, 2003.

Referencias Bibliográficas

DARWINS, Chales - A Origem das Espécies; Ed. Martin Claret, 2004

PFEIFFER Charles F. - Comentário Bíblico Moody, Ed. Batista Regular

ALVES, Cláudia Aparecida - A Criação x A Evolução - Revista Defesa da Fé nº 60; Set. 2003

ELLIOTT, Sober - Core Questions in Philosophy, Prentice Hall, Upper Saddle River; 2001, pp. 61-74.

COTRIM, Gilberto - Fundamentos da Filosofia; Ed. Saraiva, 1996

STRONG, Augustus Hopkins - Teologia Sistemática I. Editora Hagnos, 2003

SALISBURY, Frank Dr. - A possibilidade matemática da evolução; Utah State University, Revista Nature/ Out. de 1969.

SOARES, J. L. - Fundamentos de Biologia; Ed. Scipione, 2003.

Portal Uol Educação -

SHEED, Russell - Biblia Sheed; Edições Vida Nova, 2007

SOARES, José Luis – Biologia; São Paulo: Scipione, 1995.

GOWDAK, Demetrio E MATTOS - Neide Simões. Biologia; Ed. FTD, 1990.

MEILAENDER, Gilbert – Bioética: Uma perspectiva cristã; Ed. Nova Vida, 2009

LOYN, HENRY R - Dicionário da Idade Média; Editora Jorgew Zahar, 1990

PAULINO, W. R. - Biologia Atual; Ed. Ática - 3 volumes- 2003.

MOTA, Carlos Guilherme; LOPEZ, Adriana - O mundo moderno e Contemporâneo; Editora Ática, 1995

 



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